terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Pistola estilo 007 só atira quando segurada pelo dono

Pistola estilo 007 só atira quando segurada pelo dono

A Smart System, da Armatix, funciona em conjunto com um relógio para identificar o atirador

Em "007: Operação Skyfall", o agente britânico James Bond usa uma versão modificada da pistola Walther PPK que, a partir de um sensor biométrico, permite apenas que o dono original da arma realize disparos, salvando o personagem em mais de um momento do filme. Agora longe das telonas, uma tecnologia similar está ganhando vida pelas mãos da fabricante Armatix.
Trata-se da tecnologia Smart System, que trava e desabilita a pistola se ela não estiver próxima do dono original da arma. Em vez de sensor biométrico, o contato é feito por sinais de rádio de curta distância (RFID) entre o objeto e um relógio de pulso que deve ser usado pelo atirador.
É possível ainda travar ou habilitar a arma a partir de um código PIN digitado no relógio. Como o contato por rádio funciona apenas em uma distância mínima, a pistola perde totalmente o poder de disparo caso o dono da arma tenha o objeto roubado ou até mesmo tirado das próprias

Ainda em busca de parcerias com fabricantes, a Armatix desenvolveu até agora apenas um modelo compatível com o sistema, a iP1 Pistol, de calibre .22. Uma luz verde sinaliza quanto ela está própria para disparos.
Esse é um dos projetos que concorrem ao Smart Tech Challenges Foundation, um "torneio" que vai premiar com US$ 1 milhão o sistema de segurança mais eficiente para armas de fogo. A instituição foi criada por investidores da área de tecnologia após o tiroteio no colégio Sandy Hook Elementary, em 2012, que resultou na morte de 26 estudantes.


Satya Nadella é o novo CEO da Microsoft

Satya Nadella é o novo CEO da Microsoft

Novo líder de Redmond era o grande nome da empresa na computação em nuvens



Depois de uma grande quantidade de nomes sendo cogitados, a Microsoft finalmente anunciou quem é o novo CEO que vai liderar a empresa de Redmond pelos próximos anos. Confirmando os rumores desta semana, o nome anunciado foi mesmo o do indiano Satya Nadella — que nos últimos anos dedicou-se à vice-presidência executiva do Grupo de Computação em Nuvens da Microsoft.
Nadella deve levar sua experiência em computação em nuvens para que a Microsoft consiga enfrentar os desafios que estão para surgir nos próximos anos — principalmente os ligados à integração entre diferentes aparelhos em um mesmo ecossistema. Para isso, ele não deve deixar de lado o caráter de inovações que a Microsoft vem apresentando desde os primeiros anos.
Vale lembrar que ele já está na Microsoft desde 1992, tendo desempenhado papéis bem importantes nas divisões do Bing e Office durante vários anos. Segundo o documento oficial da Microsoft, Nadella vai assumir o cargo imediatamente, liberando o agora ex-CEO Steve Ballmer de suas atividades. O novo CEO disse: “A Microsoft é uma das únicas empresas que realmente revolucionou o mundo com a tecnologia e eu não poderia estar mais honrado!”.


“Nesse período de transformação, não há pessoa melhor para liderar a Microsoft do que Satya Nadella”, revelou o cofundador Bill Gates. Ele ainda afirma que “a visão de Nadella de como a tecnologia pode ser usada e experimentada ao redor do mundo é exatamente o que a Microsoft precisa como uma companhia que entra em um novo capítulo de inovação e crescimento”.

A volta de Bill Gates

Um dos fundadores da Microsoft também está mudando de posto na empresa. Depois de anos como chairman, Bill Gates agora será o assessor de tecnologia — e não o diretor de produtos, como havia sendo cogitado. Estima-se que ele vá passar mais tempo trabalhando em Redmond para que possa auxiliar Nadella em seus primeiros passos na liderança. Para o cargo de Chairman, a Microsoft promoveu John Thompson, que era o líder independente da mesa diretiva da empresa. 
Fonte: Microsoft

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Você acredita que um motor de 400 cavalos possa pesar apenas 40 kg?

      Um motor de 400 cavalos pode ser tudo: potente, robusto, veloz e uma série de outros atributos com que os apaixonados por velocidade e automobilismo já estão mais do que acostumados. Mas é praticamente impossível encontrar alguém que ame velocidade e diga que um motor de 400 cavalos possa pesar apenas 40 kg. E nós diríamos o mesmo, não fosse a Nissan ter acabado de mostrar o novo DIG-T R.
      Trata-se de um motor híbrido de altíssimo desempenho, que combina um motor a combustão (gasolina) com um elétrico sem emissão de poluentes. A parte de combustão trabalha com injeção direta e turbo de três cilindros com 1,5 litros. Isso permite que os carros atinjam grandes performances, mesmo com o tamanho reduzido dos motores — são apenas 20 polegadas de altura e 16 polegadas de largura, gerando apenas 40 quilos.
      A suplementação de potência fica a cargo do motor elétrico, que é equipado com baterias de lítio e garante melhor aproveitamento da energia oriunda da combustão da gasolina. Essas baterias ainda podem ser facilmente trocadas em alguns veículos, como é o caso do ZEOD RC (Zero Emission On Demand Race Car). Esse carro conceitual deve ser a primeira experiência prática do novo motor DIG-T R.
      Segundo os executivos e engenheiros da Nissan, é bem provável que o ZEOD RC (Zero Emission On Demand Race Car) seja inaugurado na corrida de 24 horas de Le Mans.

Facebook anuncia aplicativo de leitura de notícias 'Paper' para iPhone

O Facebook apresentou nesta quinta-feira (30) um aplicativo para leitura de notícias chamado "Paper", para smartphones e tablets. O "app" terá 19 seções de notícias divididas em esportes, tecnologia, cultura pop, por exemplo, além de apresentar o Feed de Notícias do usuário em um visual diferente do visto no aplicativo principal do Facebook.
O "Paper", criado por um time de 15 pessoas dentro da empresa, estará disponível primeiro para iPhone a partir da segunda-feira (3) apenas na loja iTunes dos Estados Unidos. Não há previsão de outros países receberem o aplicativo, assim como outros dispositivos como aparelhos com Android e o iPad.
O anúncio acontece um dia depois de Mark Zuckerberg, presidente da rede social, prometer mais aplicativos criados pela empresa para serem lançados em 2014. Rumores indicavam que "Paper" estava em desenvolvimento há anos.
Cada uma das seções de notícias terá um carrossel rotativo com imagens no topo e cartões individuais com imagens e reportagens abaixo desta área. O aplicativo foi desenvolvido para parecer diferente do que os outros aplicativos do Facebook como o oficial da rede social e o "Messenger". Os usuários poderão escolher quais seções eles desejam "assinar" com a finalidade de ter as notícias da seção em destaque ao abrir o "app". A geolocalização também apresentará informações locais, sem a necessidade de o usuário ter que procurar por notícias de sua cidade. Inicialmente, contudo, esta função não estará disponível.
Há também uma função para compartilhar a notícia para os amigos da rede social, e o usuário poderá visualizar como ficará a publicação antes de ela ir para o Feed de Notícias. Estes compartilhamentos poderão ser vistos na versão web do Facebook.
O "Paper" estreia sem anúncios, mas eles devem ser adicionados ao lado de reportagens patrocinadas no futuro, já que 53% do lucro da rede social vem desses aúncios.

App brasileiro para evitar tragédias ganha R$ 250 mil na Campus Party

Nascido depois da tragédia da região Serrana do Rio de Janeiro, em 2011, um conjunto de soluções informatizadas brasileiro para evitar catástrofes e emitir alertas sobre elas foi o vencedor do Desafio Fi-Ware, realizado na Campus Party 2014. O grupo levou para casa neste sábado (1) um prêmio de 75 mil euros, aproximadamente R$ 250 mil.
Iniciativa da Comunidade Europeia e de empresas privadas, o Fi-Ware reúne diversas aplicações para facilitar o desenvolvimento de novas ferramentas. Algumas das participantes do consórcio são IBM, Nokia, Siemens e Telefónica, que liberam a programadores alguns de seus serviços.Segundo a equipe do Fi-Guardian, brasileira ganhadora da categoria de Cidades Inteligentes, o desenvolvimento do sistema teria durado até dois anos se não tivesse acesso a esse conjunto de tecnologias. A criação da ferramenta durou um mês.
“A IBM tem o sistema chamado Proton, de análise de eventos, que está lá. É como o Lego, que fornece peças para desenvolver soluções a partir de tecnologias pré-existentes”. O Fi-Guardian foi o único projeto brasileiro a ser premiado no Desafio Fi-Ware, que distribuiu outros nove prêmios (cinco para a categoria de Negócios Inteligentes, outros quatro para a modalidade de Cidades Inteligentes). Os brasileiros irão disputar agora a etapa mundial do Desafio.
“Os empreendedores não param de nos surpreender todos os dias, mostrando o que eles podem fazer se dermos as ferramentas certas”, disse Juanjo Hierro, arquiteto chefe e coordenador do Fi-Ware. Segundo a organização da competição, foram enviadas 7 mil ideias diferentes.
Evitando tragédias
O Fi-Guardian é um software que integra em um mesmo local todas as fontes usadas pelo governo para gerenciar desastres naturais (Inea, Cemaden, Inpi e Climatempo, por exemplo). Além disso, permite que as cidades instalem novos sensores para expandir o gerenciamento de risco e fornecer mais informações ao sistema.
A equipe de cinco desenvolvedores é natural de Nova Friburgo, região serrana do Rio, que foi atingida por deslizamentos que deixaram dezenas de pessoas mortas. “Tudo que a gente está colocando no projeto é da nossa experiência real”, afirmou Marconi.
“Existe relatos de bombeiros que entravam nas casas e encontravam crianças abraçadas a ursinhos de pelúcia e famílias reunidas que poderiam ter sido salvas se tivessem sido avisadas.”
Participação popular
Depois de conectar as fontes oficiais de informação, o segundo passo é dar às pessoas a oportunidade de avisar as autoridades via aplicativos instalados em seus celulares sobre situações adversas, para colaborar com a prevenção de situações de risco. Ainda na fase de protótipo, o aplicativo será disponibilizado para iPhones e aparelhos que rodem Android.
“Uma pessoa em uma situação de perigo, que precise de ajuda, da Defesa Civil, ou de alguma autoridade, consegue pedir ajuda pelo celular. Isso vai chegar ao painel georefenciado das autoridades”, explica Marconi.
A colaboração tem dois objetivos. O primeiro é fazer com que a própria população colabore para proteger sua comunidade. O segundo é instigá-la a monitorar áreas de risco, como um rio que em tempos de cheia pode provocar enchentes –o aplicativo dará acesso a câmeras de seguranças de entidades oficiais.
Fora integrar dados de órgãos de gerenciamento e permitir a colaboração popular, o aplicativo também terá um sistema de alerta sonoro para cidadãos que estiverem próximos a regiões perigosas. “Dependendo da localização onde a pessoa esteja, pode receber uma mensagem por voz avisando dos pontos de abrigo mais próximos”, diz Marconi.